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Notas diversas
Algumas notas sobre coisas que eu gostaria de divulgar aqui: Hoje pude ler uma entrevista com Lúcia Murat e Paulo Lins, respectivamente a diretora e o co-roteirista de Quase Dois Irmãos, do qual tratei no post anterior. Tratam de muitos dos temas que levantei aqui. A entrevista foi publicada na revista online Trópico (http://www.uol.com.br/tropico).
Hoje foi publicado, no caderno Mais! da Folha de São Paulo, um artigo interessante que faz a resenha de vários livros sobre a história intelectual do Brasil. Nesse texto o autor comenta a respeito do papel do intelectual nos dias de hoje. Aparentemente alguns intelectuais recusam a sentença de morte que algumas correntes de pensamento lhe atribuíram. Bom, desde os meus dias de graduação em Ciências Sociais eu vivo e penso essa contradição entre o papel supostamente central do intelectual na política e na sociedade, e a sua aparente obsolescência depois do fim dos regimes comunistas. Qual o sentido atual de pensar utopias quando o que interessa mesmo é garantir um lugar na sociedade de consumo? Qual o sentido de ser um pensador de alguma forma engajado quando o sistema universitário público está em frangalhos, as universidades particulares transformaram-se em shopping centers e os intelectuais ligados a partidos tornaram-se políticos corruptos e vendidos? Parte da minha fascinação com o cinema que conheço de Godard, por exemplo, é sentir o otimismo daqueles tempos com relação às possibilidades de mudança e do papel central que o pensamento poderia ter nos problemas concretos da sociedade. Bom, esse tema daria um debate altamente carregado e longo, mas o menciono com relação a este blog, no qual venho experimentado com alguns pensamentos "engajados" de alguma maneira. Resgatar o papel do intelectual, no meu caso, é quase como encontrar algum sentido para quase tudo que eu faço (ver post anterior sobre esse tema), que não seja apenas uma visão estéril de perder tempo trancafiado em textos que só servem para elocubrações intelectualóides. Como se a vida fosse antagonista do pensamento e da reflexão, como se viver a 'vida como ela é' exigisse um apagamento da reflexão e uma aceitação de todos os padrões sociais existentes.
Antes que esse texto fique pessoal demais, remeto ao filme que vi hoje, A Intérprete. O filme, bastante bem construído, toca em várias questões atuais pertinentes: a doutrina Bush contra o terrorismo, o papel das Nações Unidas, a política atual da África, o papel da diplomacia, a militância política e sua relação com o conceito de terrorismo. Pensar a relação que se faz entre terrorismo e militância seria uma tarefa interessante, a meu ver. Mas uma das coisas que achei interessante foi o uso diluído, penso, de formas de cinema político. A política tranforma-se, ali, em cenário, em decoração, para um romance provável (ou improvável). Cenas com potencial explosivo são subvertidas pela narrativa do thriller, do filme de suspense. Mas um bom filme ainda assim, no que se propõe.
Escrito por Komentarista às 20h56
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Lúcia Murat e a política
Queria comentar brevemente, nessa onda de posts sobre filmes, a minha emoção ao ver Quase Dois Irmãos, de Lúcia Murat (Brasil, 2005). O filme constrói, pelo menos na interpretação que proponho aqui, uma fábula a respeito da convivência de classes no Brasil. Ou melhor, constrói uma fábula a respeito da impossibilidade dessa convivência entre as classes, representadas pelos signos cariocas “asfalto” e “morro”. Essa dicotomia serve, para além de um cacoete de linguagem carioca, para simplificar e dar sentido a um antagonismo de classe que faz parte da realidade nacional, e se expressa de forma particular nos grandes centros urbanos rodeados por favelas. Assim como na prisão, que funciona como um mundo em miniatura onde os presos políticos (geralmente brancos e de classe média, intelectualizados e antenados com a contracultura) buscam conviver com os presos comuns (negros, favelados, pobres). A dicotomia entre esses dois campos é analítica, pois não reflete a complexidade da população brasileira; mas serve como metáfora dessa impossibilidade do país de se reconciliar com as suas contradições sociais e econômicas de forma a incluir a todos. Os diálogos entre o deputado e o traficante, antigos amigos de infância, revela também uma inquietação da cineasta frente à reprodução dessas divisões sociais nas estruturas formais e informais de poder. O traficante serve, ao mesmo tempo, como advogado do diabo, questionando o “deputado do povo” a respeito do seu real entendimento sobre o trabalhador. Esboça-se aí uma crítica à república petista, muito além das tacanhas análises de meios de comunicação tucanos, que se embrenha no núcleo do projeto de poder que supostamente estaria sendo representado pelos atuais governantes, de Lula a Palocci, passando pelo inevitável José Dirceu. Eu adoraria ter mais conhecimentos de política e de história da luta armada para fazer comentários mais diretos, mas me faltam essas informações. Posso aqui apenas sugerir caminhos de análise a esse respeito, que precisam ser pensadas com urgência. Critico aqui com freqüência a miopia da mídia de grande porte frente aos dilemas do governo e dos rumos que o projeto de poder sendo implantado pelo “petismo real” vem encontrando. Minha euforia foi ver no filme um comentário denso a respeito das esquerdas brasileiras e, além disso, uma visão bastante realista e informada sobre as aparentemente intransponíveis divisões sociais do Brasil, que passam sempre pela questão da raça (por mais que algumas teorias insistam em negar ou ignorar esse fato). O título alude a essa “possibilidade impossível”, sempre evocada, mas nunca vivida de fato, de convivência harmoniosa entre os diferentes, a democracia racial. Indiretamente ela critica o machismo das esquerdas: a cena da morte do gato de um militante é de uma poesia interessante, e simbolizaria talvez (de novo por via de uma interpretação livre) aquele momento de perda da utopia, que se repete em diversos momentos históricos. Há o momento da utopia, e há o momento da ação. Estaria esse momento da ação necessariamente associado a uma exclusão de determinados grupos “efeminados”, isso por que se recusam a colocar os fins acima dos meios? Seria possível a mudança sem o abandono de algumas utopias, como a doçura da convivência harmoniosa entre todos? Isso me toca por que sempre tive alguma simpatia por esse lado hippie do pensamento, e me faz refletir sobre aqueles momentos decisivos da vida quando somos forçados a tomar decisões, a despeito de nossas ideologias ou crenças, que ferem por vezes nossas intuições ou desejos íntimos, para garantir a sobrevivência. A sobrevivência pode acarretar numa brutalização, por assim dizer, tanto na vida cotidiana quanto no âmbito da política (vide os expurgos sazonais ocorridos no PT por exemplo). Bom, viagens demais dessa vez, assistam ao filme!
Escrito por Komentarista às 00h27
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Sessão Comodoro e etc.

Hoje assisti a um dos filmes que mais me perturbou dentre todos os que eu já vi nas sessões do Cinesesc: Schramm (Jörg Buttgereit; Alemanha, 1993). Não exatamente pelo sangue, ou pelas cenas de morte e sexo. Mas sim pela beleza com que o filme mostra cenas extremamente violentas, talvez isso tenha me perturbado mais do que tudo. Como se o filme celebrasse aquela morte, aquele sangue; como se cada golpe fosse uma pincelada numa tela horrenda, mas ao mesmo tempo sublime. O filme prima pela beleza visual de uma forma que vi em poucos filmes: as cenas de morte remetem à pintura-ação de Pollock, e às performances de body artists no mundo todo. Uma cena em particular, envolvendo alguns pregos e o pênis do protagonista, é quase que literalmente uma performance do artista Bob Flanaggan, que rendeu uma das fotos mais chocantes que tive o desprazer de ver num livro acadêmico de arte. Bom, a cada cena eu ficava mais desconcertado, por essa aparente celebração do macabro. Eu fiquei pensando comigo mesmo: será que o diretor decidiu fazer as referências a artistas como mera forma de aprimorar ou experimentar com a visualidade das cenas de morte? Será que eu, no papel de espectador, buscava fazer tais associações por conta própria, impondo uma beleza ao macabro ali exposto que no fundo não existia? Qual seria a linha tênue entre a beleza e a morte, pelo menos nesse filme em particular? Esse embelezamento da morte poderia ser celebrado como arte, ou o macabro deve ser sempre, de forma moralista e codificada, ser representado como tal: ‘macabro’, escuro, proibido? Uma explicação possível para isso, que me acalma um pouco, foi pensar uma possível intenção da obra: a de ser uma visualização dos delírios de um assassino (que existiu de fato). O filme é bastante surrealista nesse sentido, e não possui uma narrativa coesa o tempo todo: misturam-se cenas de assassinatos, sexo, pesadelos do assassino/protagonista e cenas do cotidiano. Chamou-me a atenção a obsessão do assassino em limpar-se após os atos, como se o gozo que ele tinha com as mortes fosse imoral, assim como imoral é cada ato sexual do qual ele participa (ou sonha). Bom, se o filme parte do ponto de vista do assassino, então seria legítimo, até certo ponto, mostrar o sublime na morte de cada vítima, um sublime que no fim movia o assassino a praticar os atos. Como entender afinal esse gozo proveniente do ato de matar alguém? Esse texto deixa bem claro meu enorme desconforto com esse tipo exploração da arte. Não quero aqui impor nenhuma moralidade ou achar que deveriam existir restrições quanto a isso; mas a minha vontade de ‘denunciar’ isso, pelo menos para mim mesmo, foi enorme durante o filme todo. Esse nem é o ponto central do filme, mas deixo a outros comentaristas a tarefa de fazer análises mais racionais e distanciadas.
Obs: Aconteceu hoje uma inusitada coincidência: no mesmo dia em que conheci o blog Mondo Paura (http://mondopaura.zip.net/), acabei conhecendo por acaso o seu criador, lá no Cinesesc mesmo. Ele mencionou também a referência que esse filme faz aos Actionists, artistas que faziam performances hard core em Viena, na Áustria.
E para terminar esse post macabro, aqui vai um HQ metalinguístico de Ruben Bolling (como sempre retirando de Salon.com)

Escrito por Komentarista às 02h28
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Sobre sacrifícios humanos
Estive pensando a respeito da morte desde que o papa morreu, quando em torno dele montou-se um circo, jamais visto na história mundial, de mídia e espetáculo. Seu suplício, além de extensivamente analisado quase em tempo real, foi explorado como forma de mostrar a fé inabalável de um “homem santo”. Um dos papas que mais usou e abusou da mídia para fazer aquilo que sua função exige (doutrinar as pessoas numa fé específica, trazendo cada vez mais pessoas para a organização chamada Igreja Católica) foi usado e abusado para o mesmo fim: criar uma aura de majestade e santidade em torno de um ser humano a poucos minutos da morte. Acho que a palavra sacrifício seria adequada para denominar o que ocorreu em torno de João Paulo II. Digo isso sem perder de vista as associações semânticas que podem ser feitas como, por exemplo, com os sacrifícios de humanos pelos Astecas. O papa foi um sacrifício humano oferecido em nome da fé católica, de certa maneira. A sua posição de homem ao mesmo tempo humano e santo tornou-o alguém separado da sociedade em geral, passível desse tipo de sacrifício (homo sacer). Se pensarmos num ritual de sacrifício humano, geralmente tem-se a idéia de que a pessoa sacrificada é alguém diferente do humano, santo por alguma razão (mesmo as virgens dos rituais satânicos cinematográficos; por serem virgens, são mais puras). Ao mesmo tempo, essa pessoa a ser sacrificada torna-se grandiosa por meio desse sacrifício, levando-a a desejar ser sacrificada. Penso, por exemplo, num momento semi-fictício em que europeus, chocados com os rituais astecas de sacrifício, impediram-nos de os realizar, em nome da cristandade; que tipo de horror isso teria causado, tanto nos sacerdotes quanto nas pessoas que seriam sacrificadas? Não estaria ali sendo interrompido algo ‘sagrado’, com conseqüências temerárias e abomináveis para os ‘fiéis’? Fazendo uma relação talvez improvável (surrealista) entre o Papa e Terri Schiavo (outro ser humano sacrificado e tornado espetáculo) fiquei imaginando se, por exemplo, o Papa fosse mantido artificialmente vivo por anos, décadas a fio, a exemplo da norte-americana. Para qual deus estaríamos rezando nesse momento? O deus da biomedicina, que batalha pela vida a qualquer custo? Pelo deus da morte ‘humanitária’? Seria ético manter o papa vivo em estado vegetativo, impedindo assim a sucessão terrena na igreja? O papa não cometeu um tipo de eutanásia ao recusar-se a ser tratado até as últimas conseqüências? George Bush, o mesmo ‘imperador’ que honrou o papa em seu funeral mega-midiático, batalhou até suas últimas forças políticas para que Terri Schiavo não fosse desligada das máquinas que a mantinham viva. Nesse sentido, no seu suplício machínico, ela foi elevada ao status de símbolo da benevolência cristã e da luta pela vida (que nos EUA leva radicais anti-aborto a assassinar, por exemplo, os médicos que realizam essa prática). Terri acabou sendo morta como sacrifício humano a outro deus: o da eutanásia, ou o deus da ciência que determinou que ela, em estado vegetativo, jamais poderia se recuperar e voltar a ter uma vida plena. Cercada de um circo midiático semelhante (ainda que muito menor) àquele que cercou o papa, Terri serviu também como sacrifício Se estamos em algum momento deixando de rezar para um ou outro desses deuses, eu não consigo dizer.
Escrito por Komentarista às 16h19
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A agonia do papa
[artigo retirado de http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=5744&mode=browse&fromhome=y]
A Doença como Espetáculo: a exibição da agonia do Papa na mídia foi longe demais?
11 de Abril de 2005 (Bibliomed). Nenhum paciente com a doença de Parkinson teve sua morte com tal exposição na mídia como o Papa João Paulo II em seus dias finais. Nas últimas semanas de sua vida o progresso da doença era visível em seu rosto de 84 anos de idade, e crônicas detalhadas sobre o seu estado de saúde eram retransmitidos ao redor do mundo por redes de televisão, rádio, jornais e Internet.
Na Sexta-feira Santa telões gigantes montados ao redor do Coliseu mostraram a figura curvada do Papa, de costas, enquanto ele acompanhava as cerimônias religiosas pela TV, de dentro de sua capela privada. O seu rosto não foi filmado, pois estava respirando com ajuda de um respirador artificial. Enquanto qualquer outro paciente em tal fase avançada da doença se recolheria e descansaria, o líder dos católicos do mundo que tinha perdido 19 kg desde a realização de uma traqueostomia no dia 23 de fevereiro fez duas emocionantes aparições perante o público em cerimônias oficiais.
Um artigo publicado no último número da revista British Medical Journal fez uma revisão do comportamento da imprensa em relação à doença e morte do Papa João Paulo II; o texto integral em inglês pode ser encontrado no link http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7495/850?ehom .
Copyright © 2005 Bibliomed, Inc.
Escrito por Komentarista às 16h18
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Palocci no Programa do Jô
A entrevista de ontem do Programa do Jô (Rede Globo) revela o poder de mídia que possui o atual Ministro da Fazenda, sendo ao mesmo tempo objeto interessante para analisar alguns elementos da cobertura política nacional atual, e de como palavras são poderosas como ferramentas políticas. Comentários breves, pois não sou especialista nem em política nem em mídia. Palocci se revelou craque em driblar a enxurrada de rasteiras que Jô Soares tentou lhe dar, quando arremessou ao entrevistado grande parte do senso comum que circula pelos meios de comunicação: taxas de juro altas, carga tributária elevada, uma possível candidatura ao governo do estado de São Paulo, etc. Um parêntese: Jô Soares geralmente consegue passar a imagem de inteligência através de uma inteligente manipulação de idéias do senso-comum que circulam pelo imaginário, apesar da quase constante falta de profundidade; mas talvez por isso mesmo ele seja um mestre da comunicação, estabelecendo-se como um dos paradigmas de programa de entrevistas relativamente sérios. Bom, Palocci revela o seu potencial de comunicação ao rebater, por exemplo, a discussão em torno da Medida Provisória 232, usada e abusada na mídia para desconstruir a imagem de Lula. Enquanto veículos como Primeira Leitura abusam de imagens como “derrama”, chegando a mostrar uma pintura de Tirantes esquartejado em uma capa recente (de forma a colar a imagem de ‘fúria arrecadatória’ no governo atual), Palocci fala manso e explica de forma inversa: a MP 232 visava aumentar o imposto para alguns milhares de empresários, a fim de aliviar o imposto de renda para milhões de trabalhadores. A sociedade não aceitou essa troca, no seu entender justa, e a medida foi derrubada. Palocci busca encarnar o arquétipo do político do interior, quiçá o mineiro come-quieto, porém paulista até o osso. Uma identificação com setores da população direta e íntima. Da mesma forma que Lula, que encarna para tantos o ideal do verdadeiro trabalhador que venceu todas as adversidades. Na guerra de palavras, as altas dos juros e os gigantes superávits são usados para pagar as dívidas, como forma de “arrumar a casa”. Nas palavras do ministro, assim como qualquer trabalhador o país não pode gastar mais do que ganha e precisa honrar compromissos. Quando perguntado sobre seu passado Trotskista, Palocci desconversou mencionando o Humanismo e a democracia, ausentes em muitas das utopias de esquerda. Todo o dilema em torno dos rumos de um governo petista estavam ali sendo encenados: a ruptura com o passado revolucionário e socialista, a necessidade de adequar-se à “realidade do poder”, a suposta traição dos ideais do partido. Fico pensando que há uma enorme negação, quase no sentido psicanalítico, de toda a explosiva questão do passado socialista do PT, tanto por parte do governo quanto por parte dos meios de comunicação. Se a ruptura com os modelos econômicos fosse realmente efetivada, para onde iríamos? Sempre que converso com meus amigos neo-anti-petistas (geralmente petistas apaixonados no passado) penso sobre isso, sem conseguir ainda articular nenhum argumento claro. Até que ponto os setores da elite conservadora ficariam inertes, assistindo a dilapidação de seus privilégios? Qual seria a reação dos militares? Há pistas para isso quando analisamos a reação da mídia e de governos aos atos de Hugo Chávez. Rupturas têm um preço muito mais alto do que imaginamos, penso eu.
Escrito por Komentarista às 16h42
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